Meu caro
o amor é um vício
que não esconde seus males
amar é sentir falta e medo
sentir nostalgia pela compulsão
de se tornar um só.
"Entretanto são palavras simples: definem partes do corpo, movimentos, actos do viver que só os grandes se permitem e a nós é defendido por sentença dos séculos. E tudo é proibido. Então, falamos." (Carlos Drummond de Andrade)
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
domingo, 27 de dezembro de 2015
sábado, 12 de dezembro de 2015
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
domingo, 6 de dezembro de 2015
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Medo nostálgico
O medo já não é mais do escuro
Nem do desconhecido
Conhecido
O medo não é mais medo
Nem dor
Nem choro
Nem berro
O medo tem agora
Um temperamento de saudade
uma nostalgia
de se querer
o que o momento não permite ter
Minhas dores agora
Parecem uma canção
Sincronizadas em meu corpo
E tem um formato
E textura
De um coração
Acelerado
Vivendo
Se deixando viver
Permitindo-se ser.
Nem do desconhecido
Conhecido
O medo não é mais medo
Nem dor
Nem choro
Nem berro
O medo tem agora
Um temperamento de saudade
uma nostalgia
de se querer
o que o momento não permite ter
Minhas dores agora
Parecem uma canção
Sincronizadas em meu corpo
E tem um formato
E textura
De um coração
Acelerado
Vivendo
Se deixando viver
Permitindo-se ser.
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Gotas d'água
Sentimentos escorrem
feito uma torneira desajeitada
pingam, se espalhando através de mim
a todo e qualquer lugar.
Cansada de entrar numa guerra
na qual não quer participar
competição de defeitos
e desafetos
que a todo tempo
só me oferecem o pior de mim.
Não quero me diminuir
nem internalizar
toda essa bagunça interestelar
ao qual meu ser está predisposto
a ver/ser.
Cada vez
menos entendimento
menos entendida estou
a mim só cabe o tempo passar
preciso zerar esse placar.
feito uma torneira desajeitada
pingam, se espalhando através de mim
a todo e qualquer lugar.
Cansada de entrar numa guerra
na qual não quer participar
competição de defeitos
e desafetos
que a todo tempo
só me oferecem o pior de mim.
Não quero me diminuir
nem internalizar
toda essa bagunça interestelar
ao qual meu ser está predisposto
a ver/ser.
Cada vez
menos entendimento
menos entendida estou
a mim só cabe o tempo passar
preciso zerar esse placar.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Aqueles velhos!
Está tudo velho
Estão todos velhos
Não velhos em existência
Encontram-se adormecidos
Lhe impuseram vendas
E eles aceitaram
Tiraram-lhes o pensamento
Eles já não refletem mais
Tampouco vivem
Apenas sobrevivem
Em suas próprias condições
de apodrecimento.
Estão todos velhos
Não velhos em existência
Encontram-se adormecidos
Lhe impuseram vendas
E eles aceitaram
Tiraram-lhes o pensamento
Eles já não refletem mais
Tampouco vivem
Apenas sobrevivem
Em suas próprias condições
de apodrecimento.
sábado, 31 de outubro de 2015
O outro inabitável
Eles dizem saber mais do que eu
se apropriam de um produto interno
bruto, pontudo do feitio de um escudo
do meu poder de escolha
e julgam-se superiores e ilesos
de qualquer possibilidade
de gritos e berros.
Sou aquilo que eles não querem ser
mas se permitem ver apenas
o que se vê sob a superfície
não enxergam as entrelinhas.
Entrelinhas dizem mais
do que os cinco sentidos são
capazes de apurar.
Sentidos individuais
moldados para encaixar-se
numa sociedade hipocritamente projetiva.
Ler as entrelinhas exige sensibilidade
desapego ao conhecido
para embarcar no desconhecido
inabitável mundo particular
do outro.
se apropriam de um produto interno
bruto, pontudo do feitio de um escudo
do meu poder de escolha
e julgam-se superiores e ilesos
de qualquer possibilidade
de gritos e berros.
Sou aquilo que eles não querem ser
mas se permitem ver apenas
o que se vê sob a superfície
não enxergam as entrelinhas.
Entrelinhas dizem mais
do que os cinco sentidos são
capazes de apurar.
Sentidos individuais
moldados para encaixar-se
numa sociedade hipocritamente projetiva.
Ler as entrelinhas exige sensibilidade
desapego ao conhecido
para embarcar no desconhecido
inabitável mundo particular
do outro.
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Linha do Tempo
Difícil falar sem ser ouvida,
ouvir sem ter o que falar,
falar sem ouvir a si próprio,
estar sendo um, dois, três, quatro em um só
dentro de paredes diferentes.
Difícil manter-se em linha reta,
o mundo exige tanta coisa concreta
e meu ser é abstrato demais para não se perder, se misturar.
Difícil essa coisa de ser parte de um núcleo,
quando por dentro você se parece mais com uma mandala étnica
do que com um ponto, escuro e denso.
Difícil entender que não é preciso ser sempre entendida,
a dúvida quer sempre se auto explicar,
mas explicações não se cabem
a ouvidos surdos e corações distantes da sensibilidade.
Difícil depender e ter poder sobre algo,
é como derrapar no asfalto,
você se perde sem nem ver,
dar-se conta ás vezes afasta a lucidez.
Difícil, difícil, difícil, assumir tantos eus,
ser fonte de desordem no espaço,
criar caos, ser repreendida, punida
pela própria condição de existir.
Difícil se manter constante num equilíbrio disfarçado,
esperançoso por uma vida de aparência,
uma perfeição inexistente,
inalcançável.
Difícil remar o barco,
quando a correnteza é mais forte que o seu braço.
Difícil ser parte de um todo, ser um todo com as partes difusas,
e o todo externo fundir-se entre todos e partes incongruentes.
Difícil não sacrificar sua criança interna, sua idealização,
suas particularidades, sua individualidade, sua independência intelectual,
suas fantasias carregadas entre os bolsos... até que você se afaste,
tanto, tanto, tanto, do que você foi um dia,
a ponto de não reconhecer-se mais no espelho.
A partir disto, emerge a linha tênue entre o fácil e o difícil,
onde é escolhido: acolher-se e renascer das cinzas ou dar-se adeus de vez.
ouvir sem ter o que falar,
falar sem ouvir a si próprio,
estar sendo um, dois, três, quatro em um só
dentro de paredes diferentes.
Difícil manter-se em linha reta,
o mundo exige tanta coisa concreta
e meu ser é abstrato demais para não se perder, se misturar.
Difícil essa coisa de ser parte de um núcleo,
quando por dentro você se parece mais com uma mandala étnica
do que com um ponto, escuro e denso.
Difícil entender que não é preciso ser sempre entendida,
a dúvida quer sempre se auto explicar,
mas explicações não se cabem
a ouvidos surdos e corações distantes da sensibilidade.
Difícil depender e ter poder sobre algo,
é como derrapar no asfalto,
você se perde sem nem ver,
dar-se conta ás vezes afasta a lucidez.
Difícil, difícil, difícil, assumir tantos eus,
ser fonte de desordem no espaço,
criar caos, ser repreendida, punida
pela própria condição de existir.
Difícil se manter constante num equilíbrio disfarçado,
esperançoso por uma vida de aparência,
uma perfeição inexistente,
inalcançável.
Difícil remar o barco,
quando a correnteza é mais forte que o seu braço.
Difícil ser parte de um todo, ser um todo com as partes difusas,
e o todo externo fundir-se entre todos e partes incongruentes.
Difícil não sacrificar sua criança interna, sua idealização,
suas particularidades, sua individualidade, sua independência intelectual,
suas fantasias carregadas entre os bolsos... até que você se afaste,
tanto, tanto, tanto, do que você foi um dia,
a ponto de não reconhecer-se mais no espelho.
A partir disto, emerge a linha tênue entre o fácil e o difícil,
onde é escolhido: acolher-se e renascer das cinzas ou dar-se adeus de vez.
Árvore da Vida
Nas minhas raízes
encontram-se fincados
os mais singelos momentos,
lembranças e esquecimentos,
que retornam e encontram a mim como um signo.
Minhas folhas se esgueiram pelos galhos
esquivam-se do cascalho que vem com o vento,
se prendem a mim num ímpeto particular
ao mesmo tempo que se elevam aos céus,
aos seus azuis, cinzas, nublados, claros,
admirando a perfeição que a mim falta.
Essa árvore está na minha estrada,
na minha alma, corpo, na pele que fala.
É dela o valor de minha permanência no mundo,
me faz brotar mesmo entre as névoas do escuro,
seja no limbo, orla, império ou santuário,
ela me firma no chão dando significado
ao simplório feito que é andar no mundo
sob meus próprios pés.
A chuva leva consigo todos os pesos.
O sol vigoriza as vísceras, tira a podridão do caule, leva com a poeira,
podridão a qual me vulnerabiliza e põe-me em estático desalinho.
O luar traz consigo a imensidão fortaleza do feminino,
me empodera inspiradoramente
a ser genuinamente o eu que vislumbro no profundo côncavo de (r)existir .
E o dia com o seu clarear, sim, o dia...
Traz consigo o possível fruto
de florescer (crescer) sem avexamento.
Só quer trazer o silêncio,
de um pássaro que canta por cantar.
Pureza, beleza, encanto, leveza...
Fazem parte da natureza
fertilizam minh'alma, minh'árvore, minha destreza.
E produzem consigo uma atmosfera harmonicamente benevolente
Capaz de elevar qualquer presente.
encontram-se fincados
os mais singelos momentos,
lembranças e esquecimentos,
que retornam e encontram a mim como um signo.
Minhas folhas se esgueiram pelos galhos
esquivam-se do cascalho que vem com o vento,
se prendem a mim num ímpeto particular
ao mesmo tempo que se elevam aos céus,
aos seus azuis, cinzas, nublados, claros,
admirando a perfeição que a mim falta.
Essa árvore está na minha estrada,
na minha alma, corpo, na pele que fala.
É dela o valor de minha permanência no mundo,
me faz brotar mesmo entre as névoas do escuro,
seja no limbo, orla, império ou santuário,
ela me firma no chão dando significado
ao simplório feito que é andar no mundo
sob meus próprios pés.
A chuva leva consigo todos os pesos.
O sol vigoriza as vísceras, tira a podridão do caule, leva com a poeira,
podridão a qual me vulnerabiliza e põe-me em estático desalinho.
O luar traz consigo a imensidão fortaleza do feminino,
me empodera inspiradoramente
a ser genuinamente o eu que vislumbro no profundo côncavo de (r)existir .
E o dia com o seu clarear, sim, o dia...
Traz consigo o possível fruto
de florescer (crescer) sem avexamento.
Só quer trazer o silêncio,
de um pássaro que canta por cantar.
Pureza, beleza, encanto, leveza...
Fazem parte da natureza
fertilizam minh'alma, minh'árvore, minha destreza.
E produzem consigo uma atmosfera harmonicamente benevolente
Capaz de elevar qualquer presente.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Lucidez?
Solidão
firmada na confusão.
Distorção.
Os pés continuavam no chão,
e o pensamento pairava entre nuvens e pássaros.
O mundo tocava a música
e o rádio sincronizava.
O ambiente zumbia,
arranhando aos ouvidos.
Captava as mensagens
que o seu universo particular
queria gritar.
Projetava-as para o mundo
que ficou cada vez mais surreal,
enquanto ela se perdia
na linha que estava presa a sua mão.
O grito saiu do corpo,
que respondeu por todos
os atos aniquilados
por uma mente racional
que silenciava seu emocional,
transcendental.
Aqui e agora
junta-se os cacos
de um corpo que assume o peso
de uma mente singular.
Não venha estranhar
a maneira dela se colocar.
Deixa a asa se desdobrar,
que a flor vai acordar
e a menina, evoluir.
A sede de se encontrar
não vai cessar.
A voz de quem quer falar,
não vai se calar.
A fé de quem acredita,
não some na escuridão.
Se tem confusão ou não, tanto faz, tanto fez.
A luz da lua, vai ficar de vez.
Essa sim, é a sua lucidez.
firmada na confusão.
Distorção.
Os pés continuavam no chão,
e o pensamento pairava entre nuvens e pássaros.
O mundo tocava a música
e o rádio sincronizava.
O ambiente zumbia,
arranhando aos ouvidos.
Captava as mensagens
que o seu universo particular
queria gritar.
Projetava-as para o mundo
que ficou cada vez mais surreal,
enquanto ela se perdia
na linha que estava presa a sua mão.
O grito saiu do corpo,
que respondeu por todos
os atos aniquilados
por uma mente racional
que silenciava seu emocional,
transcendental.
Aqui e agora
junta-se os cacos
de um corpo que assume o peso
de uma mente singular.
Não venha estranhar
a maneira dela se colocar.
Deixa a asa se desdobrar,
que a flor vai acordar
e a menina, evoluir.
A sede de se encontrar
não vai cessar.
A voz de quem quer falar,
não vai se calar.
A fé de quem acredita,
não some na escuridão.
Se tem confusão ou não, tanto faz, tanto fez.
A luz da lua, vai ficar de vez.
Essa sim, é a sua lucidez.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Me deixe mulherir
Eu quero a força de uma mulher.
A ligeireza contáveis sob as rugas,
A valentia e a coragem que se afugentam da vista
De um corpo fértil, frágil e que possui armadura de flor,
Mas que por essência é fortaleza.
É fortaleza, se fortalece.
Não se abate, não se desencoraja.
A cada nascer do sol, ela renasce junto.
Delicadeza intrínseca, sábia.
Traz valor a tudo que toca.
Eu quero o dom de uma mulher,
que faz matemática com sentimento,
que vê o justo,
mulher que é ímpar de coração.
Eu quero a dualidade de uma mulher,
que se faz sol e lua, chuva, tempestade e depois floresce.
E que como a natureza, não para,
porque seu ciclo se faz substância,
sobrevivência e vitalidade.
Mulher que é fogo,
caminha sobre a terra,
sucumbe pelo ar,
carrega em seu passo
a potência milenar.
Bruxa,
bela,
puta,
guerreira,
ingênua,
doce,
hostil,
neurótica,
sem sal,
grosseira,
estúpida,
formosa,
vazia
delirante,
zen.
As faces podem se confundir, fundirem entre si,
mas a incumbência é a mesma,
ser mulher, tornar-se mulher, desassossegar, existir.
A ligeireza contáveis sob as rugas,
A valentia e a coragem que se afugentam da vista
De um corpo fértil, frágil e que possui armadura de flor,
Mas que por essência é fortaleza.
É fortaleza, se fortalece.
Não se abate, não se desencoraja.
A cada nascer do sol, ela renasce junto.
Delicadeza intrínseca, sábia.
Traz valor a tudo que toca.
Eu quero o dom de uma mulher,
que faz matemática com sentimento,
que vê o justo,
mulher que é ímpar de coração.
Eu quero a dualidade de uma mulher,
que se faz sol e lua, chuva, tempestade e depois floresce.
E que como a natureza, não para,
porque seu ciclo se faz substância,
sobrevivência e vitalidade.
Mulher que é fogo,
caminha sobre a terra,
sucumbe pelo ar,
carrega em seu passo
a potência milenar.
Bruxa,
bela,
puta,
guerreira,
ingênua,
doce,
hostil,
neurótica,
sem sal,
grosseira,
estúpida,
formosa,
vazia
delirante,
zen.
As faces podem se confundir, fundirem entre si,
mas a incumbência é a mesma,
ser mulher, tornar-se mulher, desassossegar, existir.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
360º
A mansidão veio a cessar
Da certeza à duvida
Alvoroço foi somente o esboço
Do que o giro
Tinha como intento
Conflagrar;
O tato passou a pairar
Flutuei na atmosfera
Não consigo visualizar
O ponto de partida, a origem
Perdida nessa poeira
Que cega e vislumbra a vista
Nesse giro de 360º
Não sei se retorno ao ponto inicial.
Da certeza à duvida
Alvoroço foi somente o esboço
Do que o giro
Tinha como intento
Conflagrar;
O tato passou a pairar
Flutuei na atmosfera
Não consigo visualizar
O ponto de partida, a origem
Perdida nessa poeira
Que cega e vislumbra a vista
Nesse giro de 360º
Não sei se retorno ao ponto inicial.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Oração do Espelho
Conhece a fundo todas as verdades que pairam e te cercam
Ou ignora a tua egoica e quase inata, ou de fato inata, vontade necessidade de se fazer centro, espelho e verdade.
Vence teus impulsos emergenciais de ser tudo o que é projeção, ilusão e aceita a tua imperfeição.
Conhece-te tão profundamente a ponto de não se preocupar mais em ser ou tornar-se, mas apenas em exercer tuas incongruências.
Fecha os olhos para o que é referente ao acaso, de modo a não te tornar mais alheio à ele.
Renova-te a cada refrescar de/em teus pulmões, fazendo com que te alinhes com teu ser e equilibre a tua energia.
E finalmente, eleva a tua existência a um nível que, ao acordar e te olhares no espelho, sinta em teu íntimo a tua própria evolução.
Ou ignora a tua egoica e quase inata, ou de fato inata, vontade necessidade de se fazer centro, espelho e verdade.
Vence teus impulsos emergenciais de ser tudo o que é projeção, ilusão e aceita a tua imperfeição.
Conhece-te tão profundamente a ponto de não se preocupar mais em ser ou tornar-se, mas apenas em exercer tuas incongruências.
Fecha os olhos para o que é referente ao acaso, de modo a não te tornar mais alheio à ele.
Renova-te a cada refrescar de/em teus pulmões, fazendo com que te alinhes com teu ser e equilibre a tua energia.
E finalmente, eleva a tua existência a um nível que, ao acordar e te olhares no espelho, sinta em teu íntimo a tua própria evolução.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Transitório
Se feliz
A gente fosse
Por todo instante
Sem cessar
A felicidade
Perder-se-ia
Seu valor, seu lugar
Montanha russa
A vida faz questão de ser
Que é pro's detalhes
A gente perceber
E se ater
A cada momento
Para vivê-lo
Como se fosse o primeiro
O último
O único
Saber saborear
Cada sentimento
Ficar bem atento
Ao que vem de dentro
É coisa de quem
Sabe valorizar
O que se tem
Porque sabe
Que ter, sentir
É transitório
Apesar de intrinsecamente eterno
E sofreu na pele
Que ser oposto
É melhor que oco.
A gente fosse
Por todo instante
Sem cessar
A felicidade
Perder-se-ia
Seu valor, seu lugar
Montanha russa
A vida faz questão de ser
Que é pro's detalhes
A gente perceber
E se ater
A cada momento
Para vivê-lo
Como se fosse o primeiro
O último
O único
Saber saborear
Cada sentimento
Ficar bem atento
Ao que vem de dentro
É coisa de quem
Sabe valorizar
O que se tem
Porque sabe
Que ter, sentir
É transitório
Apesar de intrinsecamente eterno
E sofreu na pele
Que ser oposto
É melhor que oco.
terça-feira, 26 de maio de 2015
Sobreposições
Ainda que eu me veja má,
o bem perdura.
Ainda que eu me faça dor,
a essência cura.
Ainda que eu me castigue,
não há mal que fique.
Ainda que eu me silencie,
eu por dentro grito.
Ainda que eu me faça arbusto,
a flor por dentro não se inibe.
Ainda que eu não aceite meus erros,
eu mesma me absolvo de qualquer cri(se)me.
o bem perdura.
Ainda que eu me faça dor,
a essência cura.
Ainda que eu me castigue,
não há mal que fique.
Ainda que eu me silencie,
eu por dentro grito.
Ainda que eu me faça arbusto,
a flor por dentro não se inibe.
Ainda que eu não aceite meus erros,
eu mesma me absolvo de qualquer cri(se)me.
Quo
Co(quo)tidiano
Tem um Q de cura
Sim, eu sei, a mudança perdura
Porém a faceta dos dias
Se mostra de uma particularidade sublime
Hora pavor, hora esperança
O desatino vem
Mas a loucura de ser feliz
Se instala
De forma generalizada
Em 24 horas
Cabe um tanto imensurável de vida
E enquanto a vida vai se desgastando
Em dias, horas, segundos...
O passar dos dias
É o espelho mais reluzente
É transparente
Feito de estilhaços da gente.
Tem um Q de cura
Sim, eu sei, a mudança perdura
Porém a faceta dos dias
Se mostra de uma particularidade sublime
Hora pavor, hora esperança
O desatino vem
Mas a loucura de ser feliz
Se instala
De forma generalizada
Em 24 horas
Cabe um tanto imensurável de vida
E enquanto a vida vai se desgastando
Em dias, horas, segundos...
O passar dos dias
É o espelho mais reluzente
É transparente
Feito de estilhaços da gente.
segunda-feira, 30 de março de 2015
Pertencer
Condizer
Estabelecer
Tudo isso começa
Na sua relação
De essência
Com seu Ser
Quando o elo enfraquece
E a busca se adverte
D'onde vai
O que te apetece
A escapatória
Desobedece
A franca linha que dirige o tempo e seus dizeres
Logo tudo se transpassa
Não há guarda
Mal que cegue
A visão farda de um ser
Quando se depara com
O que fazer de si
Como se ter
Eis aqui o embate: se pertencer ou livremente se conter, ser, ter?
Condizer
Estabelecer
Tudo isso começa
Na sua relação
De essência
Com seu Ser
Quando o elo enfraquece
E a busca se adverte
D'onde vai
O que te apetece
A escapatória
Desobedece
A franca linha que dirige o tempo e seus dizeres
Logo tudo se transpassa
Não há guarda
Mal que cegue
A visão farda de um ser
Quando se depara com
O que fazer de si
Como se ter
Eis aqui o embate: se pertencer ou livremente se conter, ser, ter?
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Sobre afeto:
Abraço apertado
peito colado
assim me desfaço
e só resta o agrado:
Passarinho que sou,
pousar em ti, ficar do teu lado.
Crônica sobre aceitação e sensibilidade
Lembro de uma vez, em um curso que tomei, houve uma confraternização de conclusão do curso, onde foi feita a seguinte dinâmica: cada um deveria entregar um presente de mentirinha, junto com um qualitativo dirigido a pessoa a quem você entregou. (o mesmo presente para todos - ou seja, repassá-lo). O professor ficou encarregado de começar com um adjetivo, e então, sorteava alguém na caderneta e o próximo participante pegaria o presente e entregaria a aquela pessoa a qual ele achou que a palavra definia. E então ele dizia outro adjetivo, o professor sorteava novamente e o próximo procurava uma pessoa com esse adjetivo. E assim por diante.
Conforme a dinâmica foi acontecendo, e os adjetivos foram sendo expulsos daquelas bocas, minha mente ia ao mesmo tempo ficando presa àquela magia do momento e também divagava, calculando qual qualidade eu me encaixaria ou não - sob os olhos daquelas pessoas reunidas naquela sala.
Lembro também de estar num momento fragilizado, de pouca autoestima, de achar que eu deveria ser mais, me fazer mais e portanto me subestimei e fui me identificando apenas com os qualitativos "polêmicos", ou "sem graça". Lembro também de como fui surpreendida, ao ver ser sorteado um colega que eu pouco conhecia -apesar de seu olhar e sua postura dizer muito sobre sua alma- e ao vê-lo me presentear com um abraço, com uma sinceridade enorme e com a beleza da palavra: sensível! Falou de um jeito que me senti realmente assim, por dentro e por fora. E a sala inteira concordou, em alegria - por ele ter acertado em cheio - Lembro de ter segurado o choro (estava frágil, sem conexão comigo mesma e fui profundamente surpreendida depois de esperar qualitativos que nada combinavam com este). Logo fui absorvida pra outra realidade. A palava girava na minha cabeça: sensível, sensibilidade, sensível, sensibilidade. Vertiginou. "Logo eu? sensível? o que eu tenho de sensível? o que eu tenho de externamente sensível? posso até internamente ser, mas não pensei que enxergariam isso em mim" fiz uma longa viagem, até chegar o ultimato "verdade, sou sensível pra caramba". E lembro de ter transbordado uma atmosfera de reconhecimento, de leveza, de liberdade. Enfim, sensível, assumida e reconhecida.
Relembrei do acontecido após ler um texto sobre sensibilidade, veio o insight, a nostalgia, a emoção. Hoje, acho que provavelmente 2 anos após o fato (ou mais, não me recordo o exatidão) percebo o quão afetada, distorcida e emaranhada estava a minha imagem sob mim mesma. Era eu, com toda a minha sensibilidade e essência que tenho hoje (diminua um pouquinho de maturidade e autoconhecimento) porém acobertada por medos feios, resistências que eu nem sequer sabia da existência, máscara, receio de se mostrar - natural, nua, crua e livre - pro mundo. Não sei ao certo se essa experiência me tocou profundamente ao ponto de mudar a partir daquele momento, mas reconheço que foi bonito que alguém me fizesse enxergar exatamente o que eu tava precisando ver em mim, e receber de mim, e exteriorizar pro fundo. Encobrir e proteger feito uma cristal minha sensibilidade nunca foi saudável, nunca foi o certo. Mas naquele momento era o que eu precisava fazer, porque não adiantaria eu lidar na prática, sem ser no eu comigo mesma, com uma característica (ou as características, porque a mudança não se refere só à sensibilidade em questão) que eu não dominava e que eu não estava pronta para exteriorizar.
Esse texto é sobre todos aqueles processos de aceitação pelos quais passamos - e que não entendemos, mas acreditamos que serão de grande valia - sobre a dor e a doçura do processo de autoconhecimento e de se encarar no espelho mesmo, se enxergar. É sobre evolução, uma oração para que continuemos evoluindo a caminho de nós mesmos - porque ser, não pára - e que reduzamos ao máximo qualquer máscara ou tentativa de mascarar a nossa verdade interior. Porque vale a pena ser. Como diria Leminski "isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além" e leva, pode acreditar nisso.
Conforme a dinâmica foi acontecendo, e os adjetivos foram sendo expulsos daquelas bocas, minha mente ia ao mesmo tempo ficando presa àquela magia do momento e também divagava, calculando qual qualidade eu me encaixaria ou não - sob os olhos daquelas pessoas reunidas naquela sala.
Lembro também de estar num momento fragilizado, de pouca autoestima, de achar que eu deveria ser mais, me fazer mais e portanto me subestimei e fui me identificando apenas com os qualitativos "polêmicos", ou "sem graça". Lembro também de como fui surpreendida, ao ver ser sorteado um colega que eu pouco conhecia -apesar de seu olhar e sua postura dizer muito sobre sua alma- e ao vê-lo me presentear com um abraço, com uma sinceridade enorme e com a beleza da palavra: sensível! Falou de um jeito que me senti realmente assim, por dentro e por fora. E a sala inteira concordou, em alegria - por ele ter acertado em cheio - Lembro de ter segurado o choro (estava frágil, sem conexão comigo mesma e fui profundamente surpreendida depois de esperar qualitativos que nada combinavam com este). Logo fui absorvida pra outra realidade. A palava girava na minha cabeça: sensível, sensibilidade, sensível, sensibilidade. Vertiginou. "Logo eu? sensível? o que eu tenho de sensível? o que eu tenho de externamente sensível? posso até internamente ser, mas não pensei que enxergariam isso em mim" fiz uma longa viagem, até chegar o ultimato "verdade, sou sensível pra caramba". E lembro de ter transbordado uma atmosfera de reconhecimento, de leveza, de liberdade. Enfim, sensível, assumida e reconhecida.
Relembrei do acontecido após ler um texto sobre sensibilidade, veio o insight, a nostalgia, a emoção. Hoje, acho que provavelmente 2 anos após o fato (ou mais, não me recordo o exatidão) percebo o quão afetada, distorcida e emaranhada estava a minha imagem sob mim mesma. Era eu, com toda a minha sensibilidade e essência que tenho hoje (diminua um pouquinho de maturidade e autoconhecimento) porém acobertada por medos feios, resistências que eu nem sequer sabia da existência, máscara, receio de se mostrar - natural, nua, crua e livre - pro mundo. Não sei ao certo se essa experiência me tocou profundamente ao ponto de mudar a partir daquele momento, mas reconheço que foi bonito que alguém me fizesse enxergar exatamente o que eu tava precisando ver em mim, e receber de mim, e exteriorizar pro fundo. Encobrir e proteger feito uma cristal minha sensibilidade nunca foi saudável, nunca foi o certo. Mas naquele momento era o que eu precisava fazer, porque não adiantaria eu lidar na prática, sem ser no eu comigo mesma, com uma característica (ou as características, porque a mudança não se refere só à sensibilidade em questão) que eu não dominava e que eu não estava pronta para exteriorizar.
Esse texto é sobre todos aqueles processos de aceitação pelos quais passamos - e que não entendemos, mas acreditamos que serão de grande valia - sobre a dor e a doçura do processo de autoconhecimento e de se encarar no espelho mesmo, se enxergar. É sobre evolução, uma oração para que continuemos evoluindo a caminho de nós mesmos - porque ser, não pára - e que reduzamos ao máximo qualquer máscara ou tentativa de mascarar a nossa verdade interior. Porque vale a pena ser. Como diria Leminski "isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além" e leva, pode acreditar nisso.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Cada dia mais perto de tornar-se
aquela quem ela mais deseja ser
gente de mais pura essência
apenas exercendo o seu ser
A cada passo escorregadio
em que essa menina parece
parar no meio fio
ela consegue ter o feitio
de levantar com mais prece
Serena, autoconfiante
não faz dela menos errante
apenas a certeza constante
de que a vida não é incessante
Então, a ela cabe
todo o escape
Disposta enfim,
a se enfrentar
experimentar
reinventar
buscar, buscar, buscar
se vai encontrar, pouco importará
Já não pensa em acertar
não quer mais encenar
só quer aprender
e significar, aquilo que a vida dá
Menina, flor, mulher
ser apenas o que quiser
perder de vez o medo
de se (re)(des)fazer.
aquela quem ela mais deseja ser
gente de mais pura essência
apenas exercendo o seu ser
A cada passo escorregadio
em que essa menina parece
parar no meio fio
ela consegue ter o feitio
de levantar com mais prece
Serena, autoconfiante
não faz dela menos errante
apenas a certeza constante
de que a vida não é incessante
Então, a ela cabe
todo o escape
Disposta enfim,
a se enfrentar
experimentar
reinventar
buscar, buscar, buscar
se vai encontrar, pouco importará
Já não pensa em acertar
não quer mais encenar
só quer aprender
e significar, aquilo que a vida dá
Menina, flor, mulher
ser apenas o que quiser
perder de vez o medo
de se (re)(des)fazer.
sábado, 17 de janeiro de 2015
Liberdade ao poema
Nunca gostei daquelas aulas de literatura, onde interpretava-se os poetas e seus poemas. Eu nunca entendia da mesma forma que o coletivo entendia, isso, porque eu achava que os poetas em sua subjetividade nua e crua, nunca falavam de uma coisa só, nem de seu self, mas sim, deixavam em cada verso a possibilidade do leitor se encontrar, ou quem sabe, se perder.
Lembro de minhas indignações, por que? por que que esse poema tem que ficar restrito a essa ideia? Por que isso não pode significar aquilo? Por que delimitar a imaginação dessa forma? E lembro de fazer caretas, zombando aquela interpretação que não me revelava, não me espelhava.
Pode ser um pouco narcisístico querer se ver em cada poema que lê, mas não é da natureza humana buscar identificar-se em tudo que bate diante de si? Como num espelho? Pois então.
Que demos então a liberdade do poema transfigurar-se e dar a liberdade de quem o desfruta, lhe dar a faceta que mais lhe seja convincente ou conveniente dar. Poema, apesar de ser linear (ou não) tem em sua essência a leveza, a liberdade, as possibilidades infinitas, tem toda a magia do imaginário. Poema tem em si sua verdade. O poeta apenas tem a chave para esse mundo, e o leitor o passe livre.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Ei, moreno
Pretendo continuar sendo a tua pequena
E te deixar viver nos meus poemas
E te deixar me trazer leveza e serenidade
Não reflete o que eu piro não
Deixa a tempestade passar
Quero continuar a mergulhar
Prometo que não vou nos afogar
Esse amor eu só quero que floresça, cresça
Quero ser pra sempre a tua princesa
Não vou deixar que a vontade pereça
Espero que você não se esqueça.
Pretendo continuar sendo a tua pequena
E te deixar viver nos meus poemas
E te deixar me trazer leveza e serenidade
Não reflete o que eu piro não
Deixa a tempestade passar
Quero continuar a mergulhar
Prometo que não vou nos afogar
Esse amor eu só quero que floresça, cresça
Quero ser pra sempre a tua princesa
Não vou deixar que a vontade pereça
Espero que você não se esqueça.
Andando sobre as lamas
do que sobrou de mim
pude reconhecer o caminho
feito um deja vu
No começo, com a visão estreita
com a desconfiança
e a insegurança feita
foi um pouco difícil
da imagem se formar
Mas depois de muito esforço
de penetrar o oco
me afundei no esgoto
E a água pura renasceu
porque a mim ela pertenceu
e deixei sua pureza
contaminar a estranheza
e enfim, acabar com essa destreza.
do que sobrou de mim
pude reconhecer o caminho
feito um deja vu
No começo, com a visão estreita
com a desconfiança
e a insegurança feita
foi um pouco difícil
da imagem se formar
Mas depois de muito esforço
de penetrar o oco
me afundei no esgoto
E a água pura renasceu
porque a mim ela pertenceu
e deixei sua pureza
contaminar a estranheza
e enfim, acabar com essa destreza.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Ei, você
Amor
Você foi a coisa mais bela
A pousar em minha janela
Como um pássaro vindo a cantar
Depois de tanto barulho, eu escutar.
Menino
Teus encantos são infinitos
Fica aqui que eu te abrigo
prometo que nunca vou brigar contigo.
Ei, homem
Você despiu sua armadura
Me fez sua
Agora deixa eu morar na tua rua
Nunca vou deixar de ser sua.
Moço
Você parece que vai além dos meus sonhos
Escuta o que eu te proponho
Juro que fico aqui, e em você pra sempre eu me emaranho.
Você foi a coisa mais bela
A pousar em minha janela
Como um pássaro vindo a cantar
Depois de tanto barulho, eu escutar.
Menino
Teus encantos são infinitos
Fica aqui que eu te abrigo
prometo que nunca vou brigar contigo.
Ei, homem
Você despiu sua armadura
Me fez sua
Agora deixa eu morar na tua rua
Nunca vou deixar de ser sua.
Moço
Você parece que vai além dos meus sonhos
Escuta o que eu te proponho
Juro que fico aqui, e em você pra sempre eu me emaranho.
A interrogação
De medo em medo
A mulher se encontrou no espelho
teve uma prosa muito singela
se descobriu mais bela
será a mudança que habita nela?
De sonho em sonho
O menino descobria
As divinas alegrias
De ser aquele quem sorria
Será que ele sabia?
De choro em choro
a flor entediou-se
E logo, parece que ela soube
e então responsabilizou-se
Será que a ela coube?
De grão em grão
O passarinho se achava maior que o chão
Não temia nem o avião
Que passava na contramão
Será o que a liberdade trouxe?
De vida em vida
As pessoas se habituavam
Algumas não se acostumavam
Com o mundo e seus abalos
Porém as voltas continuaram
E tudo tornou-se mais claro
Mas será que eu pisei em um galho?
De interrogação em interrogação
Senti o mundo em minhas mãos
Assim como se faz numa canção
E aprendi a jamais me contentar com um não.
A mulher se encontrou no espelho
teve uma prosa muito singela
se descobriu mais bela
será a mudança que habita nela?
De sonho em sonho
O menino descobria
As divinas alegrias
De ser aquele quem sorria
Será que ele sabia?
De choro em choro
a flor entediou-se
E logo, parece que ela soube
e então responsabilizou-se
Será que a ela coube?
De grão em grão
O passarinho se achava maior que o chão
Não temia nem o avião
Que passava na contramão
Será o que a liberdade trouxe?
De vida em vida
As pessoas se habituavam
Algumas não se acostumavam
Com o mundo e seus abalos
Porém as voltas continuaram
E tudo tornou-se mais claro
Mas será que eu pisei em um galho?
De interrogação em interrogação
Senti o mundo em minhas mãos
Assim como se faz numa canção
E aprendi a jamais me contentar com um não.
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