O medo já não é mais do escuro
Nem do desconhecido
Conhecido
O medo não é mais medo
Nem dor
Nem choro
Nem berro
O medo tem agora
Um temperamento de saudade
uma nostalgia
de se querer
o que o momento não permite ter
Minhas dores agora
Parecem uma canção
Sincronizadas em meu corpo
E tem um formato
E textura
De um coração
Acelerado
Vivendo
Se deixando viver
Permitindo-se ser.
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