Ainda que eu me veja má,
o bem perdura.
Ainda que eu me faça dor,
a essência cura.
Ainda que eu me castigue,
não há mal que fique.
Ainda que eu me silencie,
eu por dentro grito.
Ainda que eu me faça arbusto,
a flor por dentro não se inibe.
Ainda que eu não aceite meus erros,
eu mesma me absolvo de qualquer cri(se)me.
"Entretanto são palavras simples: definem partes do corpo, movimentos, actos do viver que só os grandes se permitem e a nós é defendido por sentença dos séculos. E tudo é proibido. Então, falamos." (Carlos Drummond de Andrade)
terça-feira, 26 de maio de 2015
Quo
Co(quo)tidiano
Tem um Q de cura
Sim, eu sei, a mudança perdura
Porém a faceta dos dias
Se mostra de uma particularidade sublime
Hora pavor, hora esperança
O desatino vem
Mas a loucura de ser feliz
Se instala
De forma generalizada
Em 24 horas
Cabe um tanto imensurável de vida
E enquanto a vida vai se desgastando
Em dias, horas, segundos...
O passar dos dias
É o espelho mais reluzente
É transparente
Feito de estilhaços da gente.
Tem um Q de cura
Sim, eu sei, a mudança perdura
Porém a faceta dos dias
Se mostra de uma particularidade sublime
Hora pavor, hora esperança
O desatino vem
Mas a loucura de ser feliz
Se instala
De forma generalizada
Em 24 horas
Cabe um tanto imensurável de vida
E enquanto a vida vai se desgastando
Em dias, horas, segundos...
O passar dos dias
É o espelho mais reluzente
É transparente
Feito de estilhaços da gente.
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