De todos os amores que já tive
- que não somam, não subtraem e não dividem as minhas dores -
Pude perceber que cada um
Exigiu de mim um eu diferente
Doaram um pouco de si
Roubaram um pouco de mim.
De todos os amores que tive
O que me destes
Foi o que mais me tocou
Me toca
Me alinha
Me renova.
Amor esse tão sereno
Tão repentino quanto intenso
Não quero calcular esse sentimento
Estou disposta a só sentir
Seguindo juntinho nesse embalo
Só quero saber do nosso abraço
E dizer que enfim
Posso falar de amor, sem hesitar, sem resistir.
"Entretanto são palavras simples: definem partes do corpo, movimentos, actos do viver que só os grandes se permitem e a nós é defendido por sentença dos séculos. E tudo é proibido. Então, falamos." (Carlos Drummond de Andrade)
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Só a poesia salva
Poesia é essa linha tênue
que divide o perene do efêmero
o terreno do aéreo
a vida da imaginação.
Poesia é essa coisa transcendente
que pode ser doce, amarga ou reluzente
que muda a vida da gente.
Poesia pode ser um escrito
ou apenas o olhar sensível
um traço expressivo
que foge de qualquer esquivo.
Poesia é rir de si mesmo
ora forte, ora petulante, ora não relutante
poesia é a língua dos amantes.
O poeta, tá longe de ser um salvador
mas a poesia contém dentro de si
um milagre entre palavras
que liberta o mal de si.
que divide o perene do efêmero
o terreno do aéreo
a vida da imaginação.
Poesia é essa coisa transcendente
que pode ser doce, amarga ou reluzente
que muda a vida da gente.
Poesia pode ser um escrito
ou apenas o olhar sensível
um traço expressivo
que foge de qualquer esquivo.
Poesia é rir de si mesmo
ora forte, ora petulante, ora não relutante
poesia é a língua dos amantes.
O poeta, tá longe de ser um salvador
mas a poesia contém dentro de si
um milagre entre palavras
que liberta o mal de si.
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