Eu quero a força de uma mulher.
A ligeireza contáveis sob as rugas,
A valentia e a coragem que se afugentam da vista
De um corpo fértil, frágil e que possui armadura de flor,
Mas que por essência é fortaleza.
É fortaleza, se fortalece.
Não se abate, não se desencoraja.
A cada nascer do sol, ela renasce junto.
Delicadeza intrínseca, sábia.
Traz valor a tudo que toca.
Eu quero o dom de uma mulher,
que faz matemática com sentimento,
que vê o justo,
mulher que é ímpar de coração.
Eu quero a dualidade de uma mulher,
que se faz sol e lua, chuva, tempestade e depois floresce.
E que como a natureza, não para,
porque seu ciclo se faz substância,
sobrevivência e vitalidade.
Mulher que é fogo,
caminha sobre a terra,
sucumbe pelo ar,
carrega em seu passo
a potência milenar.
Bruxa,
bela,
puta,
guerreira,
ingênua,
doce,
hostil,
neurótica,
sem sal,
grosseira,
estúpida,
formosa,
vazia
delirante,
zen.
As faces podem se confundir, fundirem entre si,
mas a incumbência é a mesma,
ser mulher, tornar-se mulher, desassossegar, existir.
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