Solidão
firmada na confusão.
Distorção.
Os pés continuavam no chão,
e o pensamento pairava entre nuvens e pássaros.
O mundo tocava a música
e o rádio sincronizava.
O ambiente zumbia,
arranhando aos ouvidos.
Captava as mensagens
que o seu universo particular
queria gritar.
Projetava-as para o mundo
que ficou cada vez mais surreal,
enquanto ela se perdia
na linha que estava presa a sua mão.
O grito saiu do corpo,
que respondeu por todos
os atos aniquilados
por uma mente racional
que silenciava seu emocional,
transcendental.
Aqui e agora
junta-se os cacos
de um corpo que assume o peso
de uma mente singular.
Não venha estranhar
a maneira dela se colocar.
Deixa a asa se desdobrar,
que a flor vai acordar
e a menina, evoluir.
A sede de se encontrar
não vai cessar.
A voz de quem quer falar,
não vai se calar.
A fé de quem acredita,
não some na escuridão.
Se tem confusão ou não, tanto faz, tanto fez.
A luz da lua, vai ficar de vez.
Essa sim, é a sua lucidez.
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