sábado, 7 de outubro de 2017

cal(mar)ia

Há calmaria á vista

respiro
repito

Calmaria á vista

procuro
não alcanço

Encontro lento,
onde cada passo
equivale a frações eternas de segundos
que se dissipam com a descoragem inconsequente
da insegurança de simplesmente caminhar

respiro fundo
repito

limpo a vista
apuro o tato
sentidos sedentemente entregues

Calmaria à vista!

Impulsos de desassossegos
se transformam em impulsos mansos
o vento me beija
a areia me acarinha
todos os sentidos se desmancham
inspirando uma certeza :

Calmaria, enfim, mora em mim,
domiciliou-se aqui.

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