quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Pause

Não sei se estou na estaca zero de novo, chegando a conclusão de que não mudei quase nada e de que foi tudo uma fachada pra eu me conformar com as minhas escolhas. Não sei. Só sei e sinto a presença desse sentimento tão conhecido e intimo, como um velho amigo. E ele está cada vez mais próximo e mais intenso. Essa sensação de não saber, não conhecer, não ter certeza, mas só ter cada vez mais e mais esse vício pelo entendimento. Preciso entender, preciso ter controle. Martha Medeiros citou uma vez "não sei amar porque amar prescinde de entendimento e eu sou viciada em entender". E isso se parece muito com a conclusão que eu estou tendo agora.
Cada vez mais não faço a mínima ideia do que eu procuro. Do que eu espero, de mim e das pessoas que me cercam. Não tem muito a ver com aquela questão de que as coisas nunca são suficientes. Não sou esse ser narcisista e insaciável. Me encanto com o simples, com o sincero, com o que me passa verdade. Mas me desabo com o que eu tento racionalizar mas por algum motivo não consigo, principalmente quando é algo que vem de mim mesma. Acho que só sou essa pessoinha que tenta as vezes tomar uma dose de coragem pra tirar aprendizado das coisas, sabe. Que tem sempre essa sensação de que sabe muito pouco, mas desconfia muita coisa e isso parece ser o suficiente pra deixar a minha mente com um turbilhão de pensamentos. Pensamentos contraditórios e insanos. Essa busca pelo entendimento, esse profundo mergulho em um mar de análises e de questionamentos que quase sempre (pelo menos no momento) não dão em nada é o que tem me desestabilizado, me tirado do sério e me fazendo pensar "puxa!!! preciso respirar!". 
Talvez o que a gente precisa de vez em quando é se descontrolar mesmo. Só ir acompanhando o ritmo e se entregando aos seus sentidos e intuições, sem ser massacrado por um superego cheio de imposições. Ir, conforme as situações forem surgindo, tentando compreender o que se quer no momento e o que o momento pede de você. Simplesmente deixar fluir, e tentar se afugentar menos no mar do entendimento.

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