Sinto muito se não vou conseguir ficar calada e fingir que nada está acontecendo, que nada sinto, que sou esse robô com um ego impenetrável que só quer manter a compostura pra não pagar o parto de ser sentimentalista. Sinto muito, não sou. Desculpa se o que me cabe no momento é jogar todas as minhas visões distorcidas e meus pensamentos emaranhados sob a mesa e suspirar dizendo "eu estou aqui também". Não estou me vitimizando, sempre soube dos meus passos e do que significava cada um deles, ou pelo menos, que eu julgava ter significado.
Minha intenção não é sentenciar nada, não é um veredito, nem perto disso! Pra ser sincera não faço a mínima ideia do que vai ser e nem o que eu vou fazer com o depois. Não sei nem o que eu quero, não sei, e isso me enlouquece também. Porque tudo tem que ser tentativa ou erro, e na maioria das vezes, comigo, é sempre o erro. Mas to aqui, não vou cometer deflexões, nem confluências, e dar uma de cagona fugindo de tudo. Mas a única coisa que eu sei, é o que eu não quero e isso é o bastante pra eu tomar minhas decisões. Por isso, eu acho que o drama vale a cena. Por isso, os espectadores, ansiosos na plateia, que se preparem, que a atriz entrou em cena, e que se pasmem, porque de representação esse drama não tem é nada.
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