"Entretanto são palavras simples: definem partes do corpo, movimentos, actos do viver que só os grandes se permitem e a nós é defendido por sentença dos séculos. E tudo é proibido. Então, falamos." (Carlos Drummond de Andrade)
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Felicidade sem fita métrica
Estamos tão acostumados a nos exaltar com momentos grandiosos que esquecemos de valorizar os pequenos. Talvez por comparações, por fitas métricas que buscam medir uma coisa que não dá pra ser medida. Uma coisa que por essência é simples e pequena, pequena no sentindo de ser frágil. E aí muita gente não se dá conta de que é feliz e fica na sua bolha de angústia, comparando a felicidade do outro com a sua tristeza. Acho que por isso dizem que os mais simples é que são felizes. Toda essa sede por grandiosidade acaba matando a simplicidade da felicidade e para algumas pessoas ela acaba virando mito. Que saibamos valorizar os momentos, grandiosos ou não, apenas por serem momentos, por serem nossos, por estarmos de cara a cara com ele sabendo que ele foi o que a gente quis que ele fosse. Que tenhamos em mente que o pequeno pode ser precioso e ser considerado assim, grandioso. Porque não há fita métrica pra felicidade, pro amor, porque sentimento é infinito e único. É particular. Assim também como não há garantias... Importante mesmo é estar atento ao presente e ao que você tem no momento, até porquê, ele depende de você mais do que qualquer coisa.
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