Data correta: 24/01/2018
Sinto que um lado meu parece me calar.
Não permite que eu cresça para além dos meus muros.
Talvez por pura auto proteção ou preservação ao erro.
Sendo que errar, ironicamente
foi o que me trouxe mais dignidade.
Mas errar ou acertar não é a questão.
O grande medo relaciona-se ao fato de encarar a mim mesma.
Me dilacerar.
Ficar transparente feito água, ou ser mal julgada
enquanto incógnita.
Então eu posso sentir...
Posso sentir o controle
sendo mordaça
e camisa de força.
Posso ouvir suas palavras
que se misturam a pensamentos
que se confundem com verdades.
Porém, há um outro lado.
A descoberta à caravela de mim mesma.
Em mim eu navego,
mas não me afogo.
E a cada mergulho torno-me consciente
que essa inconstância faz de mim
marinheira de mim mesma.
E que o mar pode ficar bravo e incontrolável,
mas sem interesse em ser pontual,
hora ou outra,
a maré tende a baixar.
E que pra ser imenso, intenso feito mar...
uma hora a gente havia de se deixar descontrolar.
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